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CAPÍTULO 5 ALGUMAS CONSIDERAÇÕES REFERENTE À LEI DE MOISÉS


VOTO DA MULHER E FILHA SEGUNDO A LEI

Com relação ao cumprimento do voto feito pela mulher e pela filha, ambos os casos precisavam da aprovação do marido, no caso da mulher casada e do pai, no caso da filha, obviamente.
Viúvas e repudiadas eram livres da permissão de qualquer homem.



1 Moisés disse aos chefes das tribos de Israel: "É isto que o Senhor ordena:
2 Quando um homem fizer um voto ao Senhor ou um juramento que o obrigar a algum compromisso, não poderá quebrar a sua palavra, mas terá que cumprir tudo o que disse.
3 "Quando uma moça que ainda vive na casa de seu pai fizer um voto ao Senhor ou obrigar-se por um compromisso 4 e seu pai souber do voto ou compromisso, mas nada lhe disser, então todos os votos e cada um dos compromissos a que se obrigou serão válidos. 5 Mas, se o pai a proibir quando souber do voto, nenhum dos votos ou dos compromissos a que se obrigou será válido; o Senhor a livrará porque o seu pai a proibiu. 6 "Se ela se casar depois de fazer um voto ou depois de seus lábios proferirem uma promessa precipitada pela qual se obriga a si mesma 7 e o seu marido o souber, mas nada lhe disser no dia em que ficar sabendo, então os seus votos ou compromissos a que ela se obrigou serão válidos. 8 Mas, se o seu marido a proibir quando o souber, anulará o voto que a obriga ou a promessa precipitada pela qual ela se obrigou, e o Senhor a livrará. 9 "Qualquer voto ou compromisso assumido por uma viúva ou por uma mulher divorciada será válido.
Embora exista essa prerrogativa referente a anuência do pai ou marido para a validade do voto, vejamos o seguinte:  
3 Nosso pai morreu no deserto, e não estava entre os que se congregaram contra o Senhor no grupo de Coré; mas morreu no seu próprio pecado, e não teve filhos.
4 Por que se tiraria o nome de nosso pai do meio da sua família, porquanto não teve filhos? 
5 E Moisés levou a causa delas perante o Senhor.
6 E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
7 As filhas de Zelofeade falam o que é justo; certamente lhes darás possessão de herança entre os irmãos de seu pai; e a herança de seu pai farás passar a elas.
8 E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém morrer e não tiver filho, então fareis passar a sua herança à sua filha.
9  E, se não tiver filha, então a sua herança dareis a seus irmãos.
10 Porém, se não tiver irmãos, então dareis a sua herança aos irmãos de seu pai.
11 Se também seu pai não tiver irmãos, então dareis a sua herança a seu parente, àquele que lhe for o mais chegado da sua família, para que a possua; isto aos filhos de Israel será por estatuto de direito, como o Senhor ordenou a Moisés.



Ao compararmos a Lei de Moisés com as Leis do Antigo Oriente, como por exemplo o Código de Hamurabi, Leis Assírias, Leis Hititas, percebemos que Deus deu um tratamento especial à mulher, bem diferentes dessas leis, em relação ao cometimento de um erro.  

Embora Moisés tenha se inspirado no Código de Hamurabi, percebemos que Moisés legislou com uma mente em comunhão com o Senhor, inspirado nos princípios divinos.

Veja por exemplo o art. 129 do Código de Hamurabi:

129º - Se a esposa de alguém é encontrada em contato sexual com um outro, se deverá amarrá-los e lança-los nágua, salvo se o marido perdoar à sua mulher e o rei a seu escravo.

Neste caso, quem tinha que perdoar a mulher era o marido, da mesma forma o escravo, aquele que estava adulterando com a mulher, tinha sua vida nas mãos do rei.

Mas ele podia, caso o marido não a perdoasse, torturá-la até a morte, mandar estuprá-la e assim por diante. A sorte daquela mulher que pecou estava nas mãos do marido.

Podemos observar que o pensamento que regia essas leis do Antigo Oriente, era que a mulher, sendo propriedade do marido, sofria a punição que o homem desejasse para ela ou até mesmo o perdão, o que era bem raro de acontecer.

Por outro lado, na Lei de Moisés havia uma equiparação. Observe Levítico 20:10
“Também o homem que adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera”.

Vemos que do ponto de vista espiritual, Deus equiparou homem e mulher. Os dois sofriam a mesma punição.

Outro fato relevante, é a decisão de Moisés a favor de cinco moças, filhas de Zelofoade.

AS FILHAS DE ZELOFEADE

1 E chegaram as filhas de Zelofeade, filho de Hefer, filho de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés, entre as famílias de Manassés, filho de José; e estes são os nomes delas; Maalá, Noa, Hogla, Milca, e Tirza;
Dá-nos possessão entre os irmãos de nosso pai.
2 E apresentaram-se diante de Moisés, e diante de Eleazar, o sacerdote, e diante dos príncipes e de toda a congregação, à porta da tenda da congregação, dizendo:

Elas foram consultar Moisés a fim de que pudessem receber a herança do pai, que havia morrido sem deixar um herdeiro.
Suplicaram, argumentando que parecia ser injusto a herança do pai ficar para um parente e elas sem nada, visto que Zelofeade havia morrido no deserto sem ter tido um filho.

Por fim, Moisés resolveu buscar à Deus e este fala que aquilo que elas estão requerendo é justo; de fato a herança deveria ficar com elas.

Ou seja, surgiu essa situação e Moisés, de pronto, achou que era prudente considerar uma nova situação.

Deus dá a palavra final que acabou incluindo um direito às mulheres que elas não tinham anteriormente.

A Lei já estava fechada, mas foi reaberta e feita essa alteração em favor dessas cinco mulheres.
Glória à Deus por isso! 


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