VOTO DA MULHER E FILHA SEGUNDO A LEI
Com relação ao cumprimento do voto feito pela
mulher e pela filha, ambos os casos precisavam da aprovação do marido, no caso
da mulher casada e do pai, no caso da filha, obviamente.
Viúvas e repudiadas eram livres da permissão de
qualquer homem.
1 Moisés disse aos chefes das tribos de Israel: "É isto que o Senhor ordena:
2 Quando um homem fizer um voto ao Senhor ou um juramento que o obrigar a algum compromisso, não poderá quebrar a sua palavra, mas terá que cumprir tudo o que disse.
3 "Quando uma moça que ainda vive na casa de seu pai fizer um voto ao Senhor ou obrigar-se por um compromisso 4 e seu pai souber do voto ou compromisso, mas nada lhe disser, então todos os votos e cada um dos compromissos a que se obrigou serão válidos. 5 Mas, se o pai a proibir quando souber do voto, nenhum dos votos ou dos compromissos a que se obrigou será válido; o Senhor a livrará porque o seu pai a proibiu. 6 "Se ela se casar depois de fazer um voto ou depois de seus lábios proferirem uma promessa precipitada pela qual se obriga a si mesma 7 e o seu marido o souber, mas nada lhe disser no dia em que ficar sabendo, então os seus votos ou compromissos a que ela se obrigou serão válidos. 8 Mas, se o seu marido a proibir quando o souber, anulará o voto que a obriga ou a promessa precipitada pela qual ela se obrigou, e o Senhor a livrará. 9 "Qualquer voto ou compromisso assumido por uma viúva ou por uma mulher divorciada será válido.
Embora exista essa prerrogativa referente a anuência do pai ou marido para a validade do voto, vejamos o seguinte:
3 Nosso pai morreu no deserto, e não estava entre os que se congregaram contra o Senhor no grupo de Coré; mas morreu no seu próprio pecado, e não teve filhos.
4 Por que se tiraria o nome de nosso pai do meio da sua família, porquanto não teve filhos?
5 E Moisés levou a causa delas perante o Senhor.
6 E falou o Senhor a Moisés, dizendo:
7 As filhas de Zelofeade falam o que é justo; certamente lhes darás possessão de herança entre os irmãos de seu pai; e a herança de seu pai farás passar a elas.
8 E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém morrer e não tiver filho, então fareis passar a sua herança à sua filha.
9 E, se não tiver filha, então a sua herança dareis a seus irmãos.
10 Porém, se não tiver irmãos, então dareis a sua herança aos irmãos de seu pai.
11 Se também seu pai não tiver irmãos, então dareis a sua herança a seu parente, àquele que lhe for o mais chegado da sua família, para que a possua; isto aos filhos de Israel será por estatuto de direito, como o Senhor ordenou a Moisés.
Ao compararmos a Lei de Moisés com as Leis do
Antigo Oriente, como por exemplo o Código de Hamurabi, Leis Assírias, Leis
Hititas, percebemos que Deus deu um tratamento especial à mulher, bem
diferentes dessas leis, em relação ao cometimento de um erro.
Embora Moisés tenha se inspirado no Código de
Hamurabi, percebemos que Moisés legislou com uma mente em comunhão com o
Senhor, inspirado nos princípios divinos.
Veja por exemplo o art. 129 do Código de Hamurabi:
129º - Se a esposa de alguém é encontrada em
contato sexual com um outro, se deverá amarrá-los e lança-los nágua, salvo se o
marido perdoar à sua mulher e o rei a seu escravo.
Neste caso, quem
tinha que perdoar a mulher era o marido, da mesma forma o escravo, aquele que
estava adulterando com a mulher, tinha sua vida nas mãos do rei.
Mas ele podia, caso o
marido não a perdoasse, torturá-la até a morte, mandar estuprá-la e assim por
diante. A sorte daquela mulher que pecou estava nas mãos do marido.
Podemos observar que
o pensamento que regia essas leis do Antigo Oriente, era que a mulher, sendo
propriedade do marido, sofria a punição que o homem desejasse para ela ou até
mesmo o perdão, o que era bem raro de acontecer.
Por outro lado, na
Lei de Moisés havia uma equiparação. Observe Levítico 20:10
“Também o homem que
adulterar com a mulher de outro, havendo adulterado com a mulher do seu
próximo, certamente morrerá o adúltero e a adúltera”.
Vemos que do ponto
de vista espiritual, Deus equiparou homem e mulher. Os dois sofriam a mesma
punição.
Outro fato
relevante, é a decisão de Moisés a favor de cinco moças, filhas de Zelofoade.
AS FILHAS DE
ZELOFEADE
1 E chegaram as
filhas de Zelofeade, filho de Hefer, filho de Gileade, filho de Maquir, filho
de Manassés, entre as famílias de Manassés, filho de José; e estes são os nomes
delas; Maalá, Noa, Hogla, Milca, e Tirza;
Dá-nos possessão
entre os irmãos de nosso pai.
2 E apresentaram-se diante de Moisés, e diante de Eleazar, o sacerdote, e diante dos príncipes e de toda a congregação, à porta da tenda da congregação, dizendo:
Elas foram consultar
Moisés a fim de que pudessem receber a herança do pai, que havia morrido sem
deixar um herdeiro.
Suplicaram,
argumentando que parecia ser injusto a herança do pai ficar para um parente e
elas sem nada, visto que Zelofeade havia morrido no deserto sem ter tido um
filho.
Por fim, Moisés
resolveu buscar à Deus e este fala que aquilo que elas estão requerendo é justo;
de fato a herança deveria ficar com elas.
Ou seja, surgiu essa
situação e Moisés, de pronto, achou que era prudente considerar uma nova
situação.
Deus dá a palavra
final que acabou incluindo um direito às mulheres que elas não tinham
anteriormente.
A Lei já estava
fechada, mas foi reaberta e feita essa alteração em favor dessas cinco
mulheres.
Glória à Deus por
isso!
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