ISAÍAS E SUA ESPOSA
E fui ter com a
profetisa, e ela concebeu, e deu à luz um filho; e o Senhor me disse: Põe-lhe o
nome de Maer-Salal-Has-Baz.
Isaías foi um
Profeta de Judá, que atuou por volta do ano 740 a 681 a.C.
Interessante notar
que ele tratava sua esposa de Profetisa, pois assim ela era conhecida apenas
pelo motivo de ser mulher de um Profeta.
Ou seja, a Lei Maior
de Deus está escrita nos nossos corações e assim percebemos o quanto o Profeta
honrava sua mulher, colocou-a no mesmo patamar que ele, ao invés de diminuí-la.
Interessante notar que ele tratava sua esposa de Profetisa, pois assim ela era conhecida apenas pelo motivo de ser mulher de um Profeta.
Ou seja, a Lei Maior de Deus está escrita nos nossos corações e assim percebemos o quanto o Profeta honrava sua mulher, colocou-a no mesmo patamar que ele, ao invés de diminuí-la.
DÉBORA, A MÃE DE
ISRAEL
1 Porém os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau aos olhos do SENHOR, depois de falecer Eúde.
2 E vendeu-os o Senhor na mão de Jabim, rei de Canaã, que reinava em Hazor; e
Sísera era o capitão do seu exército, o qual então habitava em Harosete dos
gentios.
3 Então os filhos de Israel clamaram ao Senhor, porquanto ele tinha novecentos
carros de ferro, e por vinte anos oprimia violentamente os filhos de Israel.
4 E Débora, mulher profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel naquele
tempo.
5 Ela assentava-se debaixo das palmeiras de Débora, entre Ramá e Betel, nas
montanhas de Efraim; e os filhos de Israel subiam a ela a juízo.
6 E mandou chamar a Baraque, filho de Abinoão de Quedes de Naftali, e
disse-lhe: Porventura o Senhor Deus de Israel não deu ordem, dizendo: Vai, e
atrai gente ao monte Tabor, e toma contigo dez mil homens dos filhos de Naftali
e dos filhos de Zebulom;
7E atrairei a ti para o ribeiro de Quisom, a Sísera, capitão do exército de
Jabim, com os seus carros, e com a sua multidão; e o darei na tua mão.
8 Então lhe disse Baraque: Se fores comigo, irei; porém, se não fores comigo,
não irei.
9 E disse ela: Certamente irei contigo, porém não será tua a honra da jornada
que empreenderes; pois à mão de uma mulher o Senhor venderá a Sísera. E Débora
se levantou, e partiu com Baraque para Quedes.
Julgava Israel nos dias dos Juízes. Era Profeta,
mulher de Lapidote. Desenvolveu seu ministério debaixo do jugo do Rei Jabim, de
Canaã.
Percebemos que ela estava num patamar acima do
marido, ao fazermos referência aos juízes de Israel, uma vez que Lapidote não teve
destaque em nada na história de Israel.
Interessante notar
que os israelitas a aceitavam e recorriam a ela, a fim de que suas causas
fossem discernidas.
Não podemos afirmar jamais que ela não exercia
nenhuma influência militar. Baraque recusou a ordem de Deus, mas disse que aceitaria
na condição que Débora fosse com ele.
Ou seja, seria mais fácil os exércitos de Naftali e Zebulom aceitar essa convocação, ao saberem que Débora também estaria lá.
Ou seja, seria mais fácil os exércitos de Naftali e Zebulom aceitar essa convocação, ao saberem que Débora também estaria lá.
Ela tinha mais voz ativa com o exército dessas
tribos, do que Baraque.
Se observarmos bem o relato do Capítulo 4 de
Juízes, percebemos que Débora exercia uma certa autoridade, não só sobre as
tribos de Naftali e Zebulom, mas também sobre Baraque.
Ela mandou chamar Baraque, ou seja, deu uma ordem.
Quando ele chega, ela diz:
"O Senhor, o
Deus de Israel, lhe ordena que reúna dez mil homens de Naftali e Zebulom e vá
ao monte Tabor.
Baraque aceitava essa condição, pois sabia que Deus
falava através de Débora. Não só ele, mas toda Israel. Pelo menos não há nenhum relato de alguém a
desrespeitando pelo fato de ser mulher ou a diminuindo por conta disso.
Pelo contrário, a narrativa ainda relata que
Baraque não queria enfrentar o Comandante de Jabim, Sísera, e Débora disse que
por esse motivo, Deus entregaria Sísera nas mãos de outra mulher.
Interessante, que a própria Débora exalta Jael em
seu cântico e também declara que Deus a levantou, no caso Débora, como Mãe de
Israel, de todas as tribos.
“Cessaram as aldeias em Israel, cessaram; até
que eu, Débora, me levantei, por mãe em Israel me levantei”.
“Bendita seja entre as mulheres, Jael, mulher de
Héber, o queneu; bendita seja entre as mulheres nas tendas”.
Notem, duas mulheres exaltadas na Palavra de Deus,
que venceram o inimigo. Débora como Profetisa e Jael, como aquela que deu a
vitória ao povo de Deus sobre os cananeus.
JEZABEL E SUA FILHA ATALIA
Ambas eram odiadas pelo povo de Israel, não pelo
fato de serem mulheres, mas pelo fato de serem idólatras, que levaram o povo de
Deus a pecar.
Através delas, o culto à Baal foi instalado tanto
em Israel do Norte, como em Judá, através da Princesa Atalia.
“Mas
algumas poucas coisas tenho contra ti que deixas Jezabel, mulher que se diz
profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que forniquem e comam dos
sacrifícios da idolatria”.
“E todo o povo da
terra se alegrou, e a cidade ficou em paz, depois que mataram a Atalia à espada”.
Também encontramos
no Antigo Testamento o Livro de Rute e também de Ester, além de mulheres que
entraram na genealogia de Jesus, como Bete-Seba e Tamar.
CÂNTICO DOS CÂNTICOS
Outro livro muito importante é o Livro de Cantares
de Salomão.
Salomão o chama de o CÂNTICO DOS CÂNTICOS.
Aqui é descrita a beleza de Sulamita, com todos os
detalhes.
Seus seios, seu cheiro, sua pele queimada de sol, a
mais linda das mulheres, ela era melhor que as sessenta rainhas e oitenta
concubinas do Rei.
Ele descreve o desejo dela pelo Noivo, sua paixão,
quer que ele a leve logo para os seus aposentos. Ou seja, conta o desejo de uma
mulher.
Já no Oriente Médio, a sexualidade feminina é
proibida até os dias de hoje.
1 Como você é linda,
minha querida! Ah, como é linda! Seus olhos, por trás do véu, são
pombas. Seu cabelo é como um rebanho de cabras que vem descendo do monte
Gileade.
2 Seus dentes são como um rebanho de ovelhas recém-tosquiadas que vão subindo do lavadouro. Cada uma tem o seu par; não há nenhuma sem crias.
3 Seus lábios são como um fio vermelho; sua boca é belíssima. Suas faces, por trás do véu, são como as metades de uma romã.
4 Seu pescoço é como a torre de Davi, construída como arsenal. Nela estão pendurados mil escudos, todos eles escudos de heróicos guerreiros.
Seus dois seios são como filhotes de cervo, como filhotes gêmeos de uma gazela que repousam entre os lírios.
Aqui Deus de forma
sutil coloca uma situação de igualdade entre o homem e a mulher:
“Eu sou do meu amado
e o meu amado é meu”(6:3)
Que livro
esplendoroso. Só pelo Senhor mesmo que um livro de teor tão erótico, passou a
fazer parte do Cânone Sagrado.
O Judaísmo nunca viu
com bons olhos essa ideia, mas acabou aceitando quando passaram a interpretar
Sulamita como Israel e o Rei como o Senhor.
Também a Igreja
Romana fez o mesmo ao aceitar a figura da mulher como a Igreja e o homem como o
Noivo, no caso Jesus.
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